
Mos Speedrun 2
PhysmoCorre contra o cronómetro por níveis afiados como navalhas. Cada centésimo conta e cada morte ensina a linha perfeita.
Ed. N.º 04 Fanzine impressa em duas tintas · Verão
Garimpamos plataformas, precisão e speedrun indie para Android — os pequenos jogos que ninguém pôs num cartaz. Cada edição sai da prensa com oito.


Trepas paredes, rebolas por túneis e saltas de telhado em telhado sem um único botão a mais — todo o mundo de Super Cat Tales 2 se joga só com toques nas margens do ecrã. É a joia que escolhemos para abrir a edição: generoso, colorido, desenhado à mão e teimosamente difícil de largar. Um daqueles jogos que a Play esconde na terceira página.
Oito plataformas indie reais, todas na faixa das mil às cem mil instalações. Toque na chapa para ir à ficha na Google Play.

Corre contra o cronómetro por níveis afiados como navalhas. Cada centésimo conta e cada morte ensina a linha perfeita.

Um mundo de pixéis felinos onde saltas, trepas e deslizas com controlo minimalista e uma dificuldade que respeita o jogador.

Masmorras retro cheias de armadilhas, chefes e segredos. Ação-plataformas curtinha de jogar e difícil de largar.

Salta entre dimensões de cor néon para resgatar amigos perdidos. Fases desenhadas à mão com um ritmo delicioso.

És um rabanete-pai à procura dos filhos espalhados por fases traiçoeiras. Humor absurdo e plataformas exigentes na medida certa.

Um puzzle-plataformas que pulsa ao ritmo da música. O mapa muda a cada batida e o teu sentido de tempo é a única bússola.

Um ninja que só salta de parede em parede com um toque. Simples de pegar, cruel de dominar, viciante de repetir.

Explora uma pirâmide-labirinto ao estilo metroidvania, cheia de armadilhas e tesouros. Aventura de bolso com alma clássica.
Três carimbos e uma edição sai da máquina. É assim que uma joia chega a esta fanzine.
Vasculhamos a Google Play para lá dos êxitos: só entram jogos de plataformas, precisão e speedrun com mil a cem mil instalações. Nada de gigantes, nada de clones.
Jogamos cada candidato até ao osso: controlo, ritmo, honestidade das compras. Escrevemos a nota à mão e só passam os que nos fizeram carregar «outra vez».
Compomos a chapa, sobrepomos as duas tintas e publicamos a edição — com link direto para a ficha oficial, para instalares sem intermediários.
O calendário de lançamentos, maratonas e desafios da cena. Carimba no teu telemóvel — as horas são de Lisboa.
Doze horas seguidas a limpar Mos Speedrun 2 ao vivo, com a comunidade a partilhar linhas e atalhos frame a frame. Todos os tempos vão para a tabela da RISCO.
A Neutronized abre um novo mapa felino com fases de precisão inéditas. Chapa da edição atualizada no mesmo dia, com nota revista à mão.
Desafio aberto da comunidade: terminar a masmorra sem uma única batida. Envia o teu tempo e o melhor entra na próxima página de recortes.
Meia hora à conversa com um autor indie sobre afinar um platformer à mão — da janela do duplo toque ao humor absurdo de um rabanete perdido em Dadish 2.
Duelos de precisão em que o mapa muda a cada batida. Inscrições abertas até à véspera; a final passa em duas tintas no ecrã da prensa.
A próxima chapa deixa a prensa com oito joias novas e duas tintas frescas. Quem subscreveu o cupão recebe-a na caixa de entrada logo de manhã.
Datas sujeitas à secagem da tinta · confirma cada evento na nossa newsletter
Bilhetes, cartas e rabiscos que a comunidade nos foi deixando entre edições.
Descobri três jogos que nunca tinham aparecido na minha Play. O Mos Speedrun 2 roubou-me a semana toda.
Finalmente uma seleção sem candy-crush nem anúncios de vídeo a cada dois minutos. Isto é curadoria a sério.
O visual da fanzine é lindo, mas o que fica é a qualidade dos jogos. Goblin Sword tornou-se rotina no autocarro.
Vectronom em duas tintas parece um cartaz de concerto. E o jogo é um vício — nunca acerto no primeiro loop.
Dadish 2 fez-me rir e depois fez-me perder. Não sabia que precisava de um rabanete na minha vida.
Como programador indie, ver estes jogos com destaque aquece o coração. É este trabalho que falta.
As notas são honestas. Instalei o Traps n' Gemstones à confiança e não me arrependi um segundo.
Subscrevi só pela estética, fiquei pela lista. Cada edição é como abrir um saco de rebuçados de pixéis.
O Ninja Tobu é enganador de simples. Um toque, uma parede, mil mortes. Perfeito para speedrun caseiro.
Uso a RISCO para escolher o que jogar ao fim de semana. Nunca falha em desencantar algo diferente.
Super Phantom Cat com este tratamento néon é puro cartaz de parede. E o jogo tem um flow lindíssimo.
Adoro que os links vão direitos à ficha oficial. Sem redirecionamentos estranhos, sem pressão. Confiança.
RISCO · Vol. III · Nº 04
Reportagem — duas tintas
Há um mundo inteiro de plataformas indie a acontecer na terceira página das pesquisas — feito por uma ou duas pessoas, sem editora, sem orçamento de marketing, só com a teimosia de quem quer o salto perfeito.
O género das plataformas de precisão nasceu nos salões de arcada e recusou-se a morrer. No telemóvel ganhou uma vida nova: ecrãs táteis obrigaram os autores a reinventar o controlo, e o resultado foram jogos que se comandam com um dedo mas exigem a mão firme de um relojoeiro. O toque tornou-se linguagem.
A maioria destes títulos nunca passa das cem mil instalações. Não porque sejam maus — muitos são obras-primas — mas porque a loja premeia o barulho, e um autor solitário raramente o consegue fazer. É aí que uma fanzine faz sentido: para apontar o holofote onde o algoritmo não aponta.

Um bom platformer indie mede-se em milésimos. A distância exata de um salto, a janela para o duplo toque, a curva de aceleração de uma personagem — tudo é afinado à mão, muitas vezes durante anos. Quando funciona, sentes o jogo antes de o pensares. É a diferença entre carregar num botão e dançar.
O speedrun é o outro motor desta cena. Comunidades inteiras crescem à volta de tabelas de tempos, partilhando linhas, atalhos e frame-perfect tricks. Jogos pequenos ganham segundas vidas enormes quando alguém decide que os quer terminar em quarenta segundos.
Apoiar um jogo indie custa poucos euros e devolve dezenas de horas. Mais do que isso: mantém viva uma forma de fazer jogos onde a autoria ainda cabe numa pessoa. Cada instalação é um voto no artesanato. Esta fanzine existe para tornar esse voto fácil — abres a chapa, tocas na Play, jogas.
A RISCO é uma fanzine independente feita no Porto por um punhado de gente que gosta de jogos pequenos e de tinta a mais. Não vendemos jogos nem alojamos downloads: apontamos, escrevemos e enviamos-te à ficha oficial na Google Play. Sem patrocínios escondidos, sem clones, sem promessas de prémios.
Cada edição é composta como um cartaz — duas tintas, muita grelha e a sobreposição imperfeita que dá a esta prensa o seu carácter. Se garimpar joias indie te soa bem, subscreve lá em baixo e recebe a próxima chapa.
As perguntas que nos fazem entre edições, respondidas em coluna, como numa página de correio.
R. Alguns são gratuitos, outros custam poucos euros na Google Play. Indicamos o género e a nota, mas o preço e as compras dentro da aplicação são sempre os que constam na ficha oficial — confirma antes de instalar.
R. Só entram plataformas, precisão ou speedrun indie com mil a cem mil instalações. Jogamos cada candidato, avaliamos o controlo e a honestidade das compras, e escrevemos a nota à mão.
R. Nunca. Não guardamos ficheiros nem APKs. Cada chapa liga diretamente à ficha oficial na Google Play, para instalares a partir da fonte e sem intermediários.
R. São notas da comunidade, aproximadas e arredondadas para leitura rápida. Servem de bússola, não de veredito — a avaliação viva e detalhada está sempre na Google Play.
R. Publicamos uma edição por estação, com oito joias novas de cada vez. Quem subscreve recebe a chapa por email no dia em que sai da prensa.
R. Com todo o gosto. Escreve para [email protected] com o link da Google Play. Jogamos tudo o que chega, mesmo que não caiba já na próxima edição.
R. Não. A fanzine digital é gratuita e podes cancelar quando quiseres, com um clique em qualquer email. Só usamos os teus dados para te enviar as edições.
Preenche o cupão e enviamos-te cada edição da RISCO por email, com as novas joias e o link direto para a Play.